Hoje, a hipnose é
uma grande e eficiente ferramenta terapêutica
na psicoterapia educativa. Observando que a hipnose
não realiza milagres e muito menos é
em si uma terapia.
A hipnose é um
pensar, um apreender de maneira intensa, ou seja ,
um raciocinar intenso de forma coerente e específica.
E perceba que estamos
focados, ou seja com o pensar direcionado, muitas
mais vezes do que imaginamos no nosso dia a dia. Quantas
vezes repetimos ações como virar para
direita sendo que iríamos para esquerda porque
estamos habituados a virar para direita. Quantas vezes
assistimos ou ouvimos algo durante 120 minutos sem
nos darmos conta que este tempo passou e na verdade
levamos um susto porque acreditamos que somente passaram-se
15 minutos (fenômeno hipnótico = distorção
do tempo). Outras vezes estamos tão “focados”
em algo que não percebemos o nosso pé
ou braço ou qualquer outra parte do nosso corpo
dormir, formigar, enfim fazermos de forma espontânea
um fenômeno hipnótico chamado analgesia.
Na verdade quando dirigimos, principalmente em estradas,
estamos direcionando a nossa atenção
neste ato, portanto estamos absolutamente hipnotizados.
Eu poderia passar horas dando exemplos...
Mas o importante é
que percebamos que a hipnose é sempre uma auto-hipnose.
E a medida que o indivíduo toma consciência
deste fato ele, o indivíduo, ganha para si
um novo caminho, o de acessar respostas interiores.
Pois o pensar dá
coerência a utilização dos sentidos,
que na verdade estamos falando do famoso “transe”,
que é uma atividade psíquica intensa,
portanto libera mais neurotransmissores e maior quantidade
de células nervosas tendo como conseqüência:
maior atenção,
maior memorização: na fixação
ou evocação
maior liberação de químicos no
corpo e,
maior desenvolvimento da rede neural.
Sendo a hipnose o nome dado a fenômenos específicos
do pensamento e que na verdade entramos em transe
ou não por opção nossa, é
claro que nada ocorre se não quisermos ou se
não for de acordo com nossos princípios
éticos e morais.