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A cefaléia, nome científico da dor de
cabeça é uma das queixas mais freqüentes
na população, estimando-se que 85% da
população, já sofreu algum dia
de dor de cabeça. As cefaléias primárias
são aquelas manifestações de dor
de cabeça em que a própria dor é
a doença.
As cefaléias secundarias são decorrentes
de alguma patologia que direta ou indiretamente afeta
as funções do nosso cérebro, por
exemplo os Tumores cerebrais, as Hemorragias e os eventos
Isquêmicos Cerebrais, Meningite e Meningocefalite.
Os quadros Infecciosos e Toxicoinfecciosos, fora do
sistema nervoso central podem secundariamente comprometê-los.
A cefaléia pode ser secundária ao uso
de medicamentos e drogas. Aqui nós enfocaremos
principalmente as cefaléias primárias.
A Internet no International Headache Society, que é
uma sociedade internacional que reúne especialistas
em cefaléias do mundo inteiro, promoveu e divulgou
uma classificação internacional da dor
de cabeça e dores na face.
As cefaléias primárias mais comuns são
as cefaléias de tipo tensional e a enxaqueca
atualmente conhecida como migrânea.
A enxaqueca atinge mais ou menos de 6 a 8% dos homens
e de 16 a 18% das mulheres. A enxaqueca é uma
dor de cabeça caracterizada por crises de dor
de cabeça que pode acometer metade da cabeça
ou toda a cabeça, muitas vezes de caráter
latejante ou em peso, de inicio progressivo, se acentuando
em severidade com o passar do tempo, associado a náuseas,
vômitos foto e fonofobia. Esses episódios
podem durar algumas horas ou até 2 ou 3 dias
e podem se acentuar nos casos de mulheres no período
menstrual.
È preciso que tenhamos cinco ou mais episódios
desses para que possamos de acordo com a Sociedade Internacional
de Cefáleia caracterizar a enxaqueca.
Cerca de 80% dos indivíduos com enxaqueca, tem
história familiar positiva, isto é, a
mãe, o pai, os irmãos ou outros membros
da família também sofrem do mesmo mal.
Por ser a enxaqueca, uma cefaléia muito freqüente,
ela causa alterações na qualidade de vida
dos sofredores e a nível de saúde pública,
ocasiona impacto muito grande na perda de dias de trabalho.
Hoje em dia, não existe um tratamento que cure
a enxaqueca, porém existem tratamentos que promovem
uma grande melhoria na qualidade de vida.
Podemos dividir o tratamento da enxaqueca em dois tipos:
O Tratamento das crises e o tratamento preventivo e
profilático.
Quando o indivíduo tem menos de duas crises
de enxaqueca por mês, e elas não são
muito intensas, nós podemos optar pelo tratamento
da crise.
O tratamento da crise é feito através
de medicamentos da classe dos Triptanos, Zolmitriptanos,
Naratriptano e Rizatriptano. Antiinflamatórios
não hormonais, analgésicos comuns ou drogas
conhecidas como neurolépticos.
O tratamento profilático, pode ser realizado
com várias classes de medicamentos:
Betabloqueadores,
Bloqueadores de canal de cálcio,
Antidepressivos tricíclicos,
Antiepiléticos,
Agonistas serotonérgicos.
Com relação ao tratamento preventivo
os bloqueadores betadrenérgicos são os
mais antigos usados na prática médica,
principalmente o Propanolol e Atenolol.
Os antidepressivos tricíclicos, de a longo tempo
também ajudam na prevenção da enxaqueca
e os mais comumente usados são: Anitriptilina
e a Nortriptilina.
Uma outra classe de medicamentos que ajuda a prevenir
a enxaqueca, são os bloqueadores de canal de
calcio e nesta classe a Flunarizina, é a que
apresenta melhor eficácia.
Dentre os anti epiléticos que são medicações
usadas para o controle da epilepsia, duas drogas despontam
com grande interesse e com grande eficácia no
controle e na prevenção da enxaqueca,
são o Ácido Valcróico e o Topiramato,
este último é um dos mais recentes utilizados
no arsenal terapêutico da Migrânea.
Podemos ainda citar o uso de alguns neurolépticos
atípicos como a Olanzapina na prevenção
da enxaqueca.
Vários estudos tem sido realizados ultimamente
com o uso da aplicação de Botox em alguns
pontos localizados na face, na prevenção
de enxaqueca, nos casos de cefaléia refratária,
as medicações normalmente usadas.
Não podemos também nos esquecer dos Argonistas
serotonérgicos como a Metisergida que também
podem ser usados como preventivo da enxaqueca.
Alguns autores no passado tinham muita preocupação
em usar esse tipo de medicamento, devido aos seus efeitos
colaterais. A Fibrose pericardiaca e retroperitonial.
Estudos mais recentes tem mostrado que este medo é
infundado e muito raramente o uso desta droga tem ocasionado
este tipo de complicação.
Também muito importante no tratamento preventivo
da enxaqueca, é a identificação
dos fatores desencadeantes da crise, que podem variar
de indivíduo para indivíduo.
O consumo de chocolate, de carne de porco, de comida
condimentada, de álcool, de exposição
contínua ao sol, de ambientes muito iluminados,
de dormir além do necessário, ou acordar
muito cedo fora do costume normal, podem ser fatores
identificados como desencadeantes de crise e devem ser
evitados se assim for confirmado.
Muitas vezes é difícil identificar os
fatores desencadeadores de crise, pois até fatores
psicológicos e emocionais como a raiva ou emoção
muito forte podem atuar como desencadeante de crise.
O tratamento preventivo da enxaqueca não depende
só dos medicamentos e de afastar os fatores desencadeantes,
mas sim, de uma vida mais saudável e muitas vezes
da prática de exercícios e de regras e
normas adequadas de sono e de alimentação.
Com relação a cefaléa tensional,
o outro tipo muito frequente de dor de cabeça,
podemos dizer que ela se caracteriza por uma dor na
região posterior da cabeça e do pescoço,
de carater em peso, constritiva, de leve a moderada
intensidade, contante durante todo o dia e frequentemente,
aparecendo todos os dias. Existem duas formas deste
tipo de dor de cabeça. Uma forma episódica
que aparece e dura dias ou semanas e depois some, e
a forma crônica, em que ela é contante
e diária a mais de seis meses. Muitos autores
chegam a chamar este tipo de dor de cabeça de
cefaléia crônica diária. Alguns
fatores são importantes para diferenciar esta
dor de cabeça. Este tipo de dor de cabeça
costuma aliviar com atividade física, o uso de
relaxantes musculares ou mesmo com um pouco de álcool,
que aqui funciona como relaxante muscular, atividades
agradáveis e prezerosas também costumam
aliviar este tipo de dor.
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