| “Stress” é originalmente
um termo técnico da engenharia, define o peso
que uma ponte agüentaria sem partir.
Aqui, definimos stress como uma exigência
das energias orgânicas acima do normal, ao qual
o corpo e a mente têm que se adaptar mobilizando
reservas e modificando seu funcionamento.
Em algumas situações,
o stress é necessário para a sobrevivência
e desenvolvimento humano, muitas pessoas acreditam que
um leve stress diário seria um importante fator
motivacional. No entanto esta defesa do nosso organismo
pode se transformar em doença quando as situações
a que somos submetidos no nosso dia-a-dia ultrapassam
a nossa capacidade de adaptação e esgotam
os recursos que dispomos para enfrentá-las. Cada
pessoa tem um ponto de limite para suportar o stress.
O stress pode ser causado por motivos
reais ou imaginários, associados à forma
como pensamos, às crenças e valores que
temos e como interpretamos o mundo ao nosso redor. O
ritmo alucinante da vida de hoje, a transitoriedade
das coisas, das pessoas e valores, a valorização
do bem material em detrimento ao espiritual, a falta
de solidariedade e a premência do tempo e do sucesso
são importantes fatores desencadeantes do stress.
Em situações de stress, ocorre uma série
de alterações no organismo, inclusive
na pele, preparando o corpo para enfrentar uma ameaça
ou afastar-se dela, a chamada reação de
luta-ou-fuga.
Várias conseqüências
do stress na pele são conhecidas: diminuição
da resistência da pele, aumento do suor, vermelhidão,
coceiras e alteração nas defesas. Seus
efeitos podem propiciar o aparecimento de distúrbios
ou doenças, como o enfraquecimento de cabelos
e unhas, reações alérgicas, dermatite
seborreica, acne, psoríase, vitiligo, pelada,
micoses e infecções bacterianas.
É preciso sempre viver em baixo
nível de stress para ter saúde e para
ajudar o organismo a recuperar-se de doenças.
Para controlar e usar positivamente
o stress é fundamental reconhecer as situações
que provocam respostas mais intensas e danosas ao organismo
e desenvolver mecanismos para lidar e minimizar suas
conseqüências. Relacionamos alguns recursos
auto-aplicáveis que têm efetiva ação
sobre o stress:
· Mantenha uma
ingestão de uma alimentação equilibrada
e natural. Evite frituras, gorduras, carnes, açúcar,
alimentos industrializados, bebidas alcoólicas
e refrigerantes. Recomenda-se que sua alimentação
deve ser constituída no mínimo de 70 %
de frutas e vegetais,
· Pratique uma
atividade física regular (caminhada, natação,
bicicleta?),
· Mantenha seu
peso dentro da faixa ideal,
· Deixe o fumo,
evite o excesso de cafeína ou outros estimulantes
similares,
· Misture prazer
ao seu dia-a-dia, sempre que possa, faça pequenas
pausas, respire, relaxe, permita-se separar um tempo
para atividades de lazer, leitura, ouvir uma boa música?,
· Diminua as
cobranças sobre si mesmo (“ter que fazer
tudo e da melhor forma possível”),
· Repense a
agenda, tente colocar as tarefas do dia-a-dia de forma
organizada e sem atropelos,
· Estabeleça
limites mais definidos de tempo e número de obrigações
exigidas,
· Pare, procure
ter um tempo a sós, tenha intimidade com você
mesmo, assim poderá se conhecer um pouco mais
e definir o que realmente é importante para sua
vida,
· Respeite suas
necessidades de sono, mantenha um tempo de repouso adequado.
Observe com atenção as
dicas para reduzir o seu nível de stress, note
que suas execuções dependem de você.
Quando o paciente não consegue colocá-las
em prática, necessita de psicoterapia e de práticas
mente-corpo, complementados ou não por tratamento
medicamentoso.
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